Item de Pesquisa 3: Tendências Principais

Quais tendências você acha que terão impactos significantes nos modos com que as universidades brasileiras abordam as missões básicas do ensino, aprendizagem e investigações criativas?

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NOTA: As principais tendências são classificadas em três categorias: impacto de curto prazo , o impacto a médio prazo , e de impacto de longo prazo.

Short-Term Impact Trends
Estas são as tendências que estão impulsionando a adoção EDTECH agora, mas provavelmente continuará a ser importante para só próximos um a dois anos. Mundos Virtuais foi um exemplo de uma tendência de rápido que varreu -se a atenção em 2007-8.

Mid-Term Impact Trends
Estas tendências vão ser importantes para um longo prazo de tomada de decisão , e provavelmente continuará a ser um factor de para os próximos três a cinco anos de tomada de decisão.

Long-Term Impact Trends
Estas são tendências que vão continuar a ter impacto em nossas decisões por um tempo muito longo . Muitos deles foram importantes durante anos, e continuará a ser assim. Estas são as tendências - como a mídia móvel ou social - que continuam a desenvolver no ano de capacidade ao longo do ano.

Por favor, "assine" cada uma de suas contribuições ao marcá-las com o código de 4 tils (~) em uma linha a fim de que possamos acompanhá-lo, caso nós precisemos de informações adicionais ou de exemplos
- isto produz uma assinatura quando a página é atualizada, tal como: - Sam Sam Apr 27, 2015


Componha seus textos assim:
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Abordagens de Aprendizagem Colaborativa
A aprendizagem colaborativa, que se refere a alunos ou professores trabalhando juntos em atividades peer-to-peer ou em grupo, se baseia na noção de que a aprendizagem é um constructo social.A abordagem normalmente envolve atividades centradas em quatro princípios: colocar o aluno no centro, enfatizar a interação e a prática, trabalhar em grupos e desenvolver soluções para problemas do mundo real.Modelos de aprendizagem colaborativa estão se revelando de grande eficácia para melhorar o engajamento e o desempenho dos alunos, especialmente no caso de alunos destituídos.Os educadores também se beneficiam dos grupos de pares ao participar atividades de desenvolvimento profissional e oportunidades interdisciplinares de ensino.- cristiana.mattos cristiana.mattos~O trabalho em grupo tem sido uma prática crescente nas escolas. Percebe-se que não é simplesmente juntar vários alunos para fazer um trabalho. Exige um planejamento e uma orientação para ensinar as pessoas a colaborarem de uma forma integrada. O trabalho colaborativo é uma exigência cada vez maior do mercado de trabalho, tendo em vista que a quantidade de informação disponível é tão grande que ninguém consegue dar conta de atender a todas as demandas sozinho. A aprendizagem colaborativa vem se tornando uma realidade na educação brasileira, em especial, em cursos 100% online e/ou híbridos. Os recursos tecnológicos possibilitam a construção coletiva de textos/projetos/novas aprendizagens. - marcos.galini marcos.galini~ Essa tendência é uma tendência que deve perdurar a médio e longo prazos - rodrigo_de_Alvarenga rodrigo_de_Alvarenga Jun 26, 2017 Aprender ensinando. Da mesma forma que os aprendizes aprendem com seus mestres, podem eles assumir o desafio de explicarem uns aos outros o que eles conseguiram aprender até então, ainda que nesta etapa embrionária a aprendizagem seja limitada e parcial. Tais tentativas colaboram na consolidação de conceitos e evidenciam as eventuais deficiências. O método é de relativamente fácil execução, podendo no limite envolver toda a turma, ou mesmo pessoas externas à turma. As tecnologias digitais são ferramentas essenciais na implementação deste método e a área da saúde é onde os resultados, até aqui, aparentam ser mais evidentes; [Nota do Editor: comentario criado por ronamota movido aqui do IP3] Aprendizagem com o coletivo. Contar com um número grande de opiniões e contribuições significa, cada vez mais, agregar valor. O estímulo à participação de amadores interessados ou de especialistas com vínculos eventuais com o projeto pode ser de extrema valia na procura das melhores soluções. Além disso, esporadicamente útil para arrecadar fundos ou obter elementos os mais diversos que gerem ou viabilizem soluções. Os campos de aplicação variam de identificação e estudos de pássaros à contagem coletiva de estrelas e galáxias. Projetos bem desenhados podem obter escala devida, portanto sucesso, via o envolvimento de comunidades inicialmente externas ao trabalho e que vão gradativamente sendo incorporadas; [Nota do Editor: comentario criado por ronamota movido aqui do IP3]

Aumento no Uso de Projetos de Aprendizagem Híbrida
Ao longo dos últimos anos, a percepção de aprendizagem on-line foi mudando à medida em que alunos e educadores passaram a vê-la como uma alternativa viável para algumas formas de aprendizagem presencial. Relacionando as melhores práticas de métodos online e presencial, a aprendizagem híbrida está em ascensão nas escolas. As ofertas de cursos com aprendizagem híbrida estão agora bem compreendidas. Sua flexibilidade, facilidade de acesso, bem como a integração de multimídia e tecnologias sofisticadas são atributos. Desenvolvimentos recentes de modelos de negócio para as universidades estão aumentando as apostas de inovação nestes ambientes digitais, que são agora amplamente considerados maduros para novas ideias, serviços e produtos. Crescendo de forma constante, o foco recente na rápida ascensão e queda de cursos on-line massivos abertos (MOOCs) levou à conclusão de que esses tipos de ofertas podem ser modismos. No entanto, o progresso na análise da aprendizagem, aprendizagem adaptativa e uma combinação de ferramentas continuarão avançando o estado de aprendizagem on-line e mantendo-a atraente; embora muitos destes métodos ainda sejam os sujeitos das experiências e pesquisas por parte dos escolas e provedores de aprendizagem online.- cristiana.mattos cristiana.mattos~Outra porta que foi aberta com a aprendizagem híbrida foi a proposta de sala de aula invertida, onde os alunos fazem o trabalho individual em casa e online, e aproveitam o tempo da aula para atividades mais sociais da aprendizagem, como discussão, construção de projetos e tirar dúvidas. Nessa linha, vale incluir os conceitos de Cibridismo e Always On para descrever a dissolução de fronteiras entre o mundo online e offline, especialmente pela utilização de dispositivos móveis (GABRIEL, M. Educ@R: A (r)evolução digital na educação. São Paulo: Saraiva, 2013.) - Andrea.Filatro Andrea.Filatro Jun 18, 2017 Cursos na modalidade EAD com a previsão de encontros presenciais já buscam utilizar estratégias de metodologias ativas, como a Sala de Aula Invertida ou Aprendizagem Baseada em Problemas, para potencializar os momentos presenciais e online de aprendizagem. - marcos.galini marcos.galini~ Acredito que nesse caso estamos tratando de uma ferramenta que deve ter seu uso ampliado nos próximos anos. - rodrigo_de_Alvarenga rodrigo_de_Alvarenga Jun 26, 2017

Foco crescente em mensuração da aprendizagem
Há um interesse crescente na utilização de novas ferramentas para personalizar a aprendizagem, a avaliação contínua e a mensuração de desempenho do aluno. Este interesse está estimulando o desenvolvimento de um campo relativamente novo – aprendizagem e avaliação orientadas a dados. Um elemento-chave desta tendência é a análise da aprendizagem (learning analytics), a aplicação de web analytics, uma ciência usada pelas empresas para analisar as atividades comerciais por meio de big data para identificar tendências de gastos e prever o comportamento do consumidor. A educação está seguindo um caminho semelhante com o objetivo de traçar o perfil dos alunos, um processo de coleta e análise de dados sobre as interações individuais dos alunos em atividades de aprendizagem on-line. O objetivo é construir melhores pedagogias, capacitar os alunos a ter um papel ativo na sua aprendizagem, perceber dificuldades dos estudantes e avaliar os fatores que afetam a realização e sucesso do aluno. Para alunos, educadores e pesquisadores, a análise da aprendizagem já está começando a fornecer informações cruciais para o progresso dos alunos e interação com textos online, material didático e ambientes de aprendizagem utilizados para instruir alunos. A aprendizagem e avaliação orientada por dados irão construir sobre os esforços iniciais.- cristiana.mattos cristiana.mattos May 28, 2017Com ferramentas como o PowerBi da Microsoft, a gestão da aprendizagem usando dados torna-se uma realidade muito acessível e pervasiva no meio educacional. Podemos acrescentar aqui a mensuração da aprendizagem a serviço da metacognição, como já ocorre em alguns cursos de plataformas como Coursera, cuja interface traz aos aprendizes informações quantitativas sobre a aprendizagem coletiva (por exemplo, quantos alunos avaliaram positivamente determinado recurso multimídia, quantos tiveram dificuldades em determinado teste etc.). - Andrea.Filatro Andrea.Filatro Jun 18, 2017 Com certeza o uso de analytics vem ganhando força e tende a ser muito ampliado a partir da adoção de ferramentas tecnológicas que permitem avaliações muito mais abrangentes quanto a aprendizagem, Assurance of Learning será cada vez mais uma necessidade para as Universidades! - rodrigo_de_Alvarenga rodrigo_de_Alvarenga Jun 26, 2017 Analítica da aprendizagem. Mais conhecida como learning analytics, permite conhecer bem o educando, colhendo dados de seu comportamento e, a partir desta caracterização, desenhar as melhores trilhas educacionais personalizadas. É possível identificar educandos em faixas de risco de desistência em tempo hábil para corrigir rumos e abordagens. Destaque-se que cada vez mais o próprio educando participa ativamente da análise, dado que um dos objetivos principais da educação permanente ao longo da vida é que o estudante conheça cada vez mais como ele aprende, aumentando sua compreensão acerca dos mecanismos de aprendizagem que lhes são mais eficientes e eficazes; [Nota do Editor: comentario criado por ronamota movido aqui do IP3]
Incentivando Culturas de Mudança e Inovação
Muitos pensadores acreditam que as escolas podem desempenhar um papel importante no crescimento econômico das nações. A fim de produzir inovação e se adaptar às necessidades econômicas, as escolas devem ser estruturadas de forma que permitam a flexibilidade e estimulem a criatividade e o pensamento empreendedor. Há um consenso crescente entre os pensadores de que a liderança nas escolas e no currículo escolar poderiam se beneficiados de modelos de startups ágeis. Educadores estão trabalhando para desenvolver novas abordagens e programas baseados nesses modelos que estimulam a mudança de cima para baixo e que podem ser implementados em vários ambientes institucionais. No mundo dos negócios, o movimento Lean Startup usa a tecnologia como um catalisador para promover uma cultura de inovação de uma maneira mais efetiva e modelos atraentes para dirigentes escolares considerarem.- cristiana.mattos cristiana.mattos May 28, 2017Mudança e inovação são fundamentais para a sobrevivência do sistema educacional em uma sociedade onde as demandas do mercado e o surgimento de novas profissões estão virando a norma. Novos modelos educacionais já estão surgindo, e se as instituições não se inovarem, correm o perigo de desaparecer. Destaca-se também a emergência do pensamento de design (design thinking) como abordagem para solução de problemas e geração de inovações aplicado ao campo educacional como estratégia de ensino-aprendizagem sob o guarda-chuva de metodologias ativas. - Andrea.Filatro Andrea.Filatro Jun 18, 2017 Design thinking. Esta abordagem procura resolver problemas usando processos usualmente adotados por designers. Significa incluir nos processos etapas como experimentação, criação e modelagem, estimulando que as práticas gerem protótipos progressivos que viabilizem um processo contínuo de redesigning. Ou seja, envolvendo exercícios mentais e sociais, os usuários das soluções propostas contribuem de forma decisiva nas camadas de reanálises e de novas implementações; [Nota do Editor: comentario criado por ronamota movido aqui do IP3]

O aumento da colaboração entre as instituições
A ação coletiva entre as escolas e distritos está cada vez mais importante para o futuro do ensino superior. Cada vez mais, as instituições estão se juntando em consórcios – associações de duas ou mais organizações – para juntar recursos ou se alinhar estrategicamente com a inovação na educação básica. Hoje o ambiente global está permitindo que as universidades se unam através de fronteiras internacionais e trabalhem juntos objetivos comuns de tecnologia, pesquisa e valores compartilhados. O suporte da tecnologia nas salas de aula reforçou a tendência de comunidades abertas e consórcios de universidades, na medida que educadores e administradores reconhecem a ação coletiva como um método sustentável de apoiar atualizações em infraestrutura tecnológica e serviços de TI. O uso de consórcios possibilita uma otimização de recursos, principalmente na compra de "serviços" e "produtos", realização de ações acadêmicas etc. Vimos recentemente o decreto 9.057 que estabelece a possibilidade de realização de "parceria" na oferta de cursos EAD. - marcos.galini marcos.galini~

Priorização da Experiência do Usuário
A experiência do usuário se refere à qualidade das interações de uma pessoa com os serviços e produtos de uma empresa.O termo costuma ser usado para avaliar interações baseadas em computador com dispositivos móveis, sistemas operacionais e sites na Internet.Uma experiência superior do usuário é atribuída em grande parte ao sucesso das empresas.Facilidade de navegação, conteúdo de fácil entendimento e funcionalidades práticas, entre outros fatores, são incluídos nos melhores e mais eficazes designs de sites e bancos de dados.No entanto, a interface em sié apenas uma dimensão da experiência de usuário.Empresas como a Amazon e o Google se dedicam a identificar padrões de comportamento dos usuários na Internet para personalizar melhor os resultados de buscas no nível individual. O feedback direto dos usuários na forma de avaliações em sites incluindo o Netflix e o TripAdvisor ajudam as empresas a personalizar seu conteúdo e ajustar o design da interface do usuário.O resultado é uma experiência mais eficiente e pessoal para os usuários.Para instituições voltadas a proporcionar incontáveis ambientes on-line e e-publicações, a experiência do usuário é uma área relativamente nova.Hoje em dia, após a Era da Informação, o foco no gerenciamento de dados tem sido tão intenso que só recentemente os educadores voltaram sua atenção à criação de uma experiência de alta qualidade visando a ajudar pesquisadores e alunos a navegar por enormes volumes de dados. Vale a pena acrescentar uma referência à chamada API da experiência, também conhecida como TinCan APi, especificação técnica para o aprendizado eletrônico que possibilita a coleta de dados mais significativos sobre várias atividades que uma pessoa experiencia, podendo reunir informações acessadas ou produzidas em diferentes interfaces, sistemas e equipamentos, inclusive móveis, entre os muitos objetos utilizados no processo de ensino-aprendizagem. Há um debate sobre a possibilidade de essa APi substituir o SCORM que vigorou por mais de uma década como padrão para coleta de dados restritos à interação de um aprendiz com objetos de aprendizagem. - Andrea.Filatro Andrea.Filatro Jun 18, 2017 Concordo plenamente - rodrigo_de_Alvarenga rodrigo_de_Alvarenga Jun 26, 2017 Ambiente de experiência do usuário. Ambientes imersivos que entregam realidade aumentada e realidade virtual têm grande potencial, mas representam apenas um lado da experiência para o usuário. A rede de dispositivos cria as bases para uma nova experiência, que deverá ser contínua, fluída ao longo de um conjunto de dispositivos e de interação de canais que misturam ambientes físicos, virtuais e eletrônicos, à medida que o usuário se move de um lugar para o outro. Para as universidades desenhar estas experiências avançadas será um grande diferencial para desenvolvedoras de softwares e apps.
[Nota do Editor: comentario criado por stela.piconez movido aqui do IP3]
Proliferação de Recursos Educacionais Abertos
Definido pela Fundação Hewlett, em 2002, recursos educacionais abertos (REA) são "recursos de ensino, aprendizagem e pesquisa que residem no domínio público ou que tenham sido publicados sob uma licença de propriedade intelectual que permita a sua utilização". Os REA receberam grande atenção quando o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) fundou a iniciativa MIT OpenCourseWare (OCW), em 2001, disponibilizando materiais de mais de 2.200 dos seus cursos disponíveis on-line, de forma gratuita. Logo após, universidades de prestígio, incluindo Carnegie Mellon University e Universidade de Harvard, entre outras, lançaram suas próprias iniciativas de aprendizagem aberta. Entender que o termo "aberto" é um conceito multifacetado é essencial para seguir esta tendência no ensino superior; muitas vezes confundido por simplesmente ser "gratuito", defensores de recursos educacionais abertos têm trabalhado em uma visão comum que os definem de forma mais ampla – e não apenas livre em termos econômicos, mas também em termos de direitos de propriedade e de uso.- cristiana.mattos cristiana.mattos May 28, 2017Esta é uma tendência muito forte no Brasil.

Recriação de Espaços de Aprendizagem
Alguns líderes acreditam que novas formas de ensino e aprendizagem requerem novos espaços de ensino e aprendizagem. Universidades estão ajudando a facilitar esses modelos emergentes da educação, como a sala de aula invertida, reorganizando os ambientes de aprendizagem para acomodar uma aprendizagem mais ativa. Cenários de educação são cada vez mais concebidos para facilitar as interações baseadas em projetos com atenção à mobilidade, flexibilidade e uso de vários dispositivos. A Internet banda larga está sendo utilizada em instituições para criar "salas inteligentes" que suportam conferências via web e outros métodos de comunicação remota. Grandes telas estão sendo instaladas para permitir a colaboração em projetos digitais e apresentações informais. O ensino superior se afasta da aula tradicional baseada em palestra e se aproxima de uma dinâmica mais prática. Salas de aula universitárias vão começar a assemelhar-se a ambientes de trabalho e sociais do mundo real que facilitam as interações orgânicas e resolução de problemas interdisciplinares.- cristiana.mattos cristiana.mattos May 28, 2017Esta é uma tendência forte no Brasil. Novos modelos de curso como o curso de medicina do Einstein, o de engenharia do Insper, o PBL na FGV já mostram o caminho para estas transformações.

Repensando como as escolas funcionam
Há um movimento focado em reinventar a tradicional sala de aula e reorganizar toda a experiência escolar - uma tendência que está sendo impulsionada por influência de abordagens de aprendizagem inovadoras. Métodos como aprendizagem baseada em projetos e desafios exigem estruturas escolares que permitam aos estudantes transitar de uma atividade para outra, eliminando as limitações do calendário tradicional. Além disso, essas novas mudanças incentivam a renovação dos layouts das salas de aula focando em facilitar a interação em grupo. Antigas práticas em que os alunos aprendem assunto por assunto enquanto se encontram, uniformemente, voltados para a frente da sala de aula são percebidos por muitos como uma abordagem antiquada de ensino e aprendizagem. A natureza multidisciplinar da aprendizagem baseada em projetos e outras abordagens contemporâneas chamou a atenção para designs inovadores do ambiente escolar que unem a sala de aula ao assunto estudado. À medida em que a aprendizagem torna-se mais fluida e centrada no aluno, alguns professores e administradores acreditam que os horários de aula devem ser mais flexíveis para permitir que as oportunidades de aprendizagem sejam mais autênticas e tenham espaço para estudar independentemente.- cristiana.mattos cristiana.mattos May 28, 2017Esta é uma tendência fortíssima no Brasil. Não existe nada na educação que seja mais premente no momento do que discutir e atualizar esse ponto. Quanto maior for a demora, maiores serão os prejuízos no que se refere a formação de capital humano no país que, em última análise, contribui para a competitividade, produtividade, criatividade, inovação e geração de valor agregado, ou não, de uma economia. - rodrigo_de_Alvarenga rodrigo_de_Alvarenga Jun 26, 2017 Aprendizagem do futuro. Aprendizes de hoje, mas com olhos voltados para o futuro. Ou seja, há que se adquirir habilidades e disposições que viabilizem realizar desvios de rumos com flexibilidades inerentes às exigências dos novos tempos. Ao contrário de antigamente, é bastante provável que os profissionais do futuro tenham, ao longo da carreira, atividades e empregos bastante díspares. Uma boa educação para o futuro os prepara para quaisquer desafios em diferentes contextos. Ademais, o estímulo à aprendizagem independente com foco no amanhã também favorece ao educando no sentido de planejar suas perspectivas profissionais de maneira ampla e sem medo excessivo de futuros incertos. Gostemos ou não, a ocorrência de imprevistos deverá ser a marca dos novos tempos;
[Nota do Editor: comentario criado por ronamota movido aqui do IP3]
Surgimento de Novas Formas de Estudos Interdisciplinares
De acordo com o Melbourne Sustainable Society Institute, a pesquisa multidisciplinar refere-se à exploração e às atividades em campos aparentemente diferentes. Pesquisas em humanidades digitais e computacionais sociais estão abrindo áreas pioneiras de pesquisa multidisciplinar em bibliotecas e formas inovadoras de bolsas de estudo e publicação. Pesquisadores, juntamente com técnicos acadêmicos e desenvolvedores, estão rompendo barreiras com estruturas de dados, visualização, aplicações geoespaciais e utilizações inovadoras de ferramentas abertas. Ao mesmo tempo, eles são pioneiros de novas formas de publicação acadêmica que combinam o tradicional estilo de impressão com ferramentas dinâmicas e interativas, o que permite a manipulação em tempo real de dados de pesquisa. Aplicando métodos quantitativos para disciplinas tradicionalmente qualitativas levou a novas categorias de pesquisa, como por exemplo, leitura distante e macroanálise – o estudo de grandes corpus de textos em oposição a uma leitura profunda de alguns textos. Estas áreas emergentes podem levar a novos desenvolvimentos na educação, mas estruturas organizacionais eficazes terão de ser implementadas para apoiar as novidades.- cristiana.mattos cristiana.mattos May 28, 2017Esta é outra tendência forte, mas que parece que tem penetração mais rápida no ensino básico do que no ensino superior.

Mudança do posicionamento de alunos como consumidores para os alunos como criadores
A mudança de foco está ocorrendo na prática pedagógica em escolas de todo o mundo na medida em que estudantes estão aprendendo, fazendo e criando através de uma ampla variedade de disciplinas ao invés do simples e tradicional conteúdo do currículo escolar. A criatividade, como ilustrado pelo crescimento de vídeos feitos por usuários, comunidades maker e os projetos de financiamento coletivo dos últimos anos estão aumentando cada vez mais os meios da aprendizagem prática.- cristiana.mattos cristiana.mattos~A internet abriu muito o caminho para isso. Nas universidades já era prática o aluno ser o produtor dos conteúdos e dos projetos. A tecnologia veio facilitar e ampliar este foco. Concordo. - rodrigo_de_Alvarenga rodrigo_de_Alvarenga Jun 26, 2017
Mudança para abordagens de aprendizagem profunda
Há uma nova ênfase na sala de aula em abordagens de aprendizagem profunda, definida pela Alliance for Excellent Education como a entrega de conteúdo para os alunos de forma inovadora que lhes permitam aprender e, em seguida, aplicar o que aprenderam. Aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem baseada em problemas, aprendizagem investigativa, aprendizagem baseada em desafios e métodos semelhantes promovem experiências de aprendizagem mais ativa, tanto dentro como fora da sala de aula. Tecnologias, como tablets e smartphones estão sendo aceitos mais facilmente nas escolas, portanto os educadores estão utilizando estas ferramentas, que os alunos já utilizam, para interligar o currículo escolar com práticas da vida real. Estas abordagens ativas de aprendizagem são mais centradas no aluno, permitindo que eles assumam o controle de como se envolvem com um assunto e podendo debater e implementar soluções para problemas locais e globais. A esperança é que se os alunos podem relacionar o material estudado com as suas próprias vidas, eles vão ficar mais animados para aprender e depreender com maior produndidade o assunto.- cristiana.mattos cristiana.mattos May 28, 2017Esta abordagem está cada vez mais crescente.

Nivelamento de ingressantes do Ensino Superior

Um exemplo de prática: Evidências no ensino de Engenharia. Com o intuito de melhorar o rendimento acadêmico em Física dos ingressantes nos cursos de Engenharias, a Estácio introduziu há pouco mais de dois anos a disciplina “Bases Físicas para Engenharia”. Entre os objetivos estratégicos, estava o de adequar o ensino, customizando-o ao perfil dominante dos ingressantes, em geral com formação anterior deficiente em Física. A disciplina foi projetada para ser um dos paradigmas do projeto inovador “Ensino 2020”, tendo nascida híbrida (metade presencial e metade a distância) e baseada na plataforma de aprendizagem inovadora SAVA (“Sala Virtual de Aprendizagem”). Neste ambiente interativo, o educando acessa videoaulas ministradas por, reconhecidamente, melhores professores de Física do país (de fora e de dentro da Estácio), textos, objetos de aprendizagem, resolução interativa de exercícios, orientação para realização de atividades práticas etc. Aspectos conceituais e históricos da Física conectada à Engenharia são explorados nesta disciplina, incluindo as bases do método científico e o estímulo à aprendizado a partir de situações contextualizadas. Fruto do aumento de acessibilidade ao ensino superior na última década e da maior demanda por profissionais com conhecimentos técnicos, tecnológicos e científicos mais profundos, a opção por cursos de Engenharias é, definitivamente, uma marca dos tempos atuais. O incremento da participação do setor privado no ensino superior implicou em maior oferta de cursos no período noturno, viabilizando que profissionais que trabalham durante o dia pudessem cursar Engenharia. Diferentemente de cursos nas áreas de Gestão, Licenciaturas ou de Tecnólogos de nível superior, as carreiras em Engenharias exigem uma base diferenciada de conhecimentos preliminares de Matemática e Ciências. Em geral esses ingressantes não as têm no nível desejado, demandando, portanto, a adoção de medidas extraordinárias, sem o que as reprovações e consequentes desistências se tornam rotinas. Com o intuito de diminuir a grande reprovação em disciplinas iniciais de Física ao longo do primeiro ano, as quais, juntamente com Matemática, eram as grandes responsáveis pelo expressivo abandono, a partir de 2015, os ingressantes em cursos de Engenharias, antes de cursarem as disciplinas tradicionais de Física, passaram a cursar “Bases Físicas para Engenharia”. Os resultados preliminares são surpreendentemente positivos, atestando de forma inequívoca que o caminho adotado de introduzir uma disciplina preparatória, que antecede as tradicionais, está sendo muito bem-sucedido. Submetidos os alunos ao mesmo rigor e exigência, o índice de reprovação que era de 54,3 % em Física I em 2015/2 (alunos que não fizeram a disciplina preparatória) caiu para 19,7% em 2016/1 (alunos que tiveram a oportunidade de frequentar a disciplina introdutória). A consistência permanece em Física II, onde a reprovação que era de 32,3% foi reduzida para 11,7%. Ou seja, em termos práticos, mais de um terço da turma que tipicamente era reprovada, com enormes chances de abandono, foram, fruto desta estratégia educacional, aprovados. Ressalte-se que com grandes possibilidades de cumprirem com sucesso seus planos de se tornarem Engenheiros, dado que as reprovações nos anos seguintes retornam aos níveis de normalidade. Em suma, trata-se de exemplo simples de abordagem educacional que viabiliza àqueles que, em geral, seriam assumidos como incapazes de cursar Engenharias, por falta de bagagem preliminar em Ciências e Matemática, uma vez expostos à correta abordagem educacional, possam obter sucesso. Esses alunos que lograram êxito na superação de suas deficiências anteriores, ao atingirem o nível desejado, não são simplesmente iguais àqueles que, eventualmente, já apresentavam os rendimentos esperados. Eles são melhores, dado que atingiram o mesmo patamar, mas incorporaram algo a mais: a capacidade da superação, aumento da autoestima e o consequente aprimoramento da capacidade de aprender a aprender. São essas evidências, ancoradas em experiências monitoradas, que dão solidez às teorias, sobre as quais, em geral, temos somente opinião prévia antes que o exercício prático no campo real nos dê a devida segurança. É sim possível customizar trilhas educacionais, dirigidas a propósitos e educandos específicos, a partir de corretos pressupostos do processo ensino-aprendizagem. [Nota do Editor: comentario criado por ronamota - na area de comentarios do IP4 - e transferida para essa area]
[Nota do Editor: Movidos do IP4]


Ensinamento de Linguagens de Programação Básicas e Modernas
Linguagens de programação são um grupo de regras que os computadores entendem e que podem tomar o formato de varias linguagens como HTML, JavaScript, e PHP. Muitos educadores veem linguagens de programação como uma solução para estimular o pensamento computacional: as habilidades necessárias para aprender linguagens de programação combinam um profundo conhecimento de ciência de computação com criatividade e construção de soluções. Code.org recentemente projetou que em 2020 existirão mais de 1.4 milhões de trabalhos em computação, mas só 400.000 estudantes de ciência de computação poderão preenche-los. Para preparar melhor os estudantes jovens, um grande numero de lideres educacionais e tecnologistas sugerem que o ensinamento de linguagens de programação básicas e modernas sejam integradas no currículo de escolas fundamentais e de ensino médio. Escolas no mundo inteiro estão desenvolvendo programas de ensino de linguagens de programação aonde os estudante trabalham de forma colaborativa criando websites, jogos educacionais e aplicativos de celular, e criam soluções para desafios de protótipos de novos produtos. Soluções como o Raspberry Pi, Scratch, e LegoNXT facilitam o aprendizado das linguagens de programação de estudantes jovens. Linguagens de Programação mais modernas (Ruby, Swift, etc) & Programação Básica
Todos os cursos deveriam ter o mínimo de programação para que seus estudantes não sejam analfabetos tecnológicos.- rodrigo_de_Alvarenga rodrigo_de_Alvarenga Jun 18, 2017 [Nota do Editor: Movidos do IP2] BUILDING ENVIRONMENTS (Coding, Programming Languages, Sandboxes, etc.)Capacitar estudantes para interagir de fato com os recursos computacionais, passa por desenvolvimento de maior intimidade com hardware e software. Sem discordar do papel dos “tradutores” que automatizam essa construção, o espaço para real criação e inovação se dá com maior domínio dos BUILDING ENVIRONMENTS, incluindo as mais modernas e flexíveis linguagens de programação (i.e., Python e Swift), seus respectivos ambientes de desenvolvimento e multitude de recursos disponíveis (i.e. bibliotecas). Daí minha expectativa consciente do componente de tecnologias de construção de soluções.[Nota do Editor: comentarios criado por edgardbc - na area de comentarios do IP2 - e transferida para essa area]
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Contribuicoes da area de comentarios


Somos todos capazes de prever o futuro, mesmo porque assim o fazemos espontaneamente todos os dias. Seja quando planejamos nosso cotidiano, seja quando tentamos programar os próximos passos de nossas vidas. No entanto, rigorosamente, ninguém sabe o futuro. Mesmo assim, todos fazemos, quase que automaticamente, diagnósticos, projeções e previsões. Particularmente sobre educação, não há sobre o futuro que nos aguarda uma síntese única e nem é possível um resumo consensual. Porém, os acadêmicos da Open University, no Reino Unido, propuseram uma interessante lista de novos termos educacionais, bem como inéditas teorias e práticas, que muito em breve farão parte de nosso cotidiano (detalhes sobre o tema estão acessíveis em: http://proxima.iet.open.ac.uk/public/innovating_pedagogy_2016.pdf). Destaco a seguir uma dezena delas, já em curso em 2016, mas que tendem a estar cada vez mais presentes em 2017:

Aprendizagem via mídia social. Aprendemos o tempo todo e em todos os lugares. Fora da escola, ainda que o ensino seja menos formal, a aprendizagem, em alguns aspectos, pode ser melhor e mais rápida. Todos estão familiarizados com exemplos como Facebook ou Twitter, locais naturais de compartilhamento de fatos, ideias e opiniões, ainda que haja o risco inerente de informações imprecisas, incompletas ou parciais. Há experiências em curso, inclusive no Brasil, utilizando, com sucesso, os espaços do Facebook como ambiente central de aprendizagem, inclusive para turmas regulares. O mestre neste caso explora, de forma pioneira, seu papel de facilitador no estímulo ao engajamento, promovendo e organizando as discussões e fazendo a curadoria dos temas e das referências mais adequadas;
[Nota do Editor: Este tópico foi combinado com Redes Sociais no tema Tecnologias de Midia Social no IP1.]

Falha produtiva. Trata-se de um método de aprendizagem no qual aos educandos são apresentados problemas complexos para serem resolvidos, mesmo cientes de que provavelmente eles não dispõem ainda de todas as ferramentas. Antes de receberem qualquer instrução, eles exploram, de forma independente, as várias oportunidades de solução e falham, atestando que podemos aprender mesmo quando trilhamos caminhos supostamente errados. Os professores, vencidas as etapas preliminares, apresentam os conceitos mais relevantes e exploram os métodos de solução existentes;
[Nota do Editor: Este tópico foi combinado com Makerspaces no tema Estrategias Digitais no IP1.]

Aprender ensinando. Da mesma forma que os aprendizes aprendem com seus mestres, podem eles assumir o desafio de explicarem uns aos outros o que eles conseguiram aprender até então, ainda que nesta etapa embrionária a aprendizagem seja limitada e parcial. Tais tentativas colaboram na consolidação de conceitos e evidenciam as eventuais deficiências. O método é de relativamente fácil execução, podendo no limite envolver toda a turma, ou mesmo pessoas externas à turma. As tecnologias digitais são ferramentas essenciais na implementação deste método e a área da saúde é onde os resultados, até aqui, aparentam ser mais evidentes;
[Nota do Editor: Este tópico foi combinado com Abordagens de Aprendizagem Colaborativa no IP3.]

Design thinking. Esta abordagem procura resolver problemas usando processos usualmente adotados por designers. Significa incluir nos processos etapas como experimentação, criação e modelagem, estimulando que as práticas gerem protótipos progressivos que viabilizem um processo contínuo de redesigning. Ou seja, envolvendo exercícios mentais e sociais, os usuários das soluções propostas contribuem de forma decisiva nas camadas de reanálises e de novas implementações;
[Nota do Editor: Este tópico foi combinado com Incentivando Culturas de Mudanca e Inovacao do IP3]

Aprendizagem com o coletivo. Contar com um número grande de opiniões e contribuições significa, cada vez mais, agregar valor. O estímulo à participação de amadores interessados ou de especialistas com vínculos eventuais com o projeto pode ser de extrema valia na procura das melhores soluções. Além disso, esporadicamente útil para arrecadar fundos ou obter elementos os mais diversos que gerem ou viabilizem soluções. Os campos de aplicação variam de identificação e estudos de pássaros à contagem coletiva de estrelas e galáxias. Projetos bem desenhados podem obter escala devida, portanto sucesso, via o envolvimento de comunidades inicialmente externas ao trabalho e que vão gradativamente sendo incorporadas;
[Nota do Editor: Este tópico foi combinado com Abordagens de Aprendizagem Colaborativa no IP3.]

Aprendizagem com videogames. Aprender pode ser divertido, interativo e estimulante, especialmente contando com ferramentas e ambientes nos quais os aprendizes se sentem totalmente confortáveis. Os jogos podem ser utilizados tanto na formação inicial como na continuada. Uma empresa que pretenda adotar novas práticas e estratégias pode e deve desenvolver instrumentos próprios e específicos. Quem o faz hoje obtém taxas de sucesso muito acima do esperado, em geral. Ao contrário de reforçar o isolamento, é plenamente possível, ao longo do processo, adaptar os jogos ao espírito de trabalho em equipe;
[Nota do Editor: Este tópico foi combinado com Games e Gamification no IP2.]

Analítica da aprendizagem. Mais conhecida como learning analytics, permite conhecer bem o educando, colhendo dados de seu comportamento e, a partir desta caracterização, desenhar as melhores trilhas educacionais personalizadas. É possível identificar educandos em faixas de risco de desistência em tempo hábil para corrigir rumos e abordagens. Destaque-se que cada vez mais o próprio educando participa ativamente da análise, dado que um dos objetivos principais da educação permanente ao longo da vida é que o estudante conheça cada vez mais como ele aprende, aumentando sua compreensão acerca dos mecanismos de aprendizagem que lhes são mais eficientes e eficazes;
[Nota do Editor: Este tópico foi combinado com Mensuracao da Aprendizagem no IP3.]

Aprendizagem do futuro. Aprendizes de hoje, mas com olhos voltados para o futuro. Ou seja, há que se adquirir habilidades e disposições que viabilizem realizar desvios de rumos com flexibilidades inerentes às exigências dos novos tempos. Ao contrário de antigamente, é bastante provável que os profissionais do futuro tenham, ao longo da carreira, atividades e empregos bastante díspares. Uma boa educação para o futuro os prepara para quaisquer desafios em diferentes contextos. Ademais, o estímulo à aprendizagem independente com foco no amanhã também favorece ao educando no sentido de planejar suas perspectivas profissionais de maneira ampla e sem medo excessivo de futuros incertos. Gostemos ou não, a ocorrência de imprevistos deverá ser a marca dos novos tempos;
[Nota do Editor: Este tópico foi combinado com Repensando como as escolas funcionam no IP3.]

Translinguagem. Cada vez mais nossos alunos estão aprendendo em idiomas que não são sua primeira língua. A habilidade de fazê-lo sem prejuízo, e sim com ganhos, é central em um mundo progressivamente globalizado. A translinguagem tende a aumentar o nível de profundidade do conhecimento adquirido, seja por ampliar as fontes de acesso, seja por exigir uma ginástica mental que é útil no desenvolvimento de interpretação de textos complexos e no estímulo a pensamentos originais;
[Nota do Editor: Movido para IP4]

Blockchain para aprendizagem. Blockchain é termo usualmente utilizado para designar o registro público de todas as transações realizadas na moeda bitcoin. São formadas em blocos completos, os quais são adicionados cronologicamente aos já existentes e assim crescem indefinidamente. Esta técnica pode ser adotada em educação ao disponibilizarmos os dados dos trabalhos em curso feito pelos estudantes, bem como seus desempenhos, para espaços mais plurais, tornando os disponíveis a um público interessado bem maior. Ainda que acessível amplamente a vários usuários, estes não podem modificá-los. Educandos e pessoas em geral podem angariar créditos por suas atividades intelectuais ao mesmo tempo que podem conferir credibilidade aos trabalhos dos demais. Tudo se passa como se credibilidade e reputação educacional fossem espécies de moedas, podendo ser intercambiadas, bem como questionadas em um processo de construção coletiva e colaborativa.
[Nota do Editor: Movido para o topico Blockchain no tema Tecnologias de Internet no IP1]

Educação precisa levar em conta o futuro, expresso nas tendências acima e em tantas outras, e incluir esta preocupação explicitamente em seus processos. É consenso que quanto mais conhecemos sobre o que houve antes, bem como melhor entendemos o que está acontecendo agora, mais aptos estamos para tomarmos decisões sobre o que vem pela frente. E vem muito mais surpresas educacionais neste futuro tão próximo que parece ter começado no mês passado. http://reitoronline.ig.com.br/index.php/2016/12/12/a-educacao-de-2017-ja-comecou-em-2016/ [Nota do Editor: comentarios criado por ronamota - na area de comentarios - e transferida para essa area]

Tendências tecnológicas. Sem desconsiderar as estratégias pedagógicas, andragógicas e heutagógicas expostas até o momento, cabe destacar as tendências tecnológicas que farão a diferença nos modos de aprender e de ensinar nas universidades.

As principais tendências de tecnologia que serão estratégicas no futuro para a maioria das universidades podem elevar potencialmente uma disruptura em que será necessário prever riscos se forem adotadas tardiamente. Tais tendências têm uma influência nos planos da universidade, a longo prazo, nos seus programas e iniciativas.

1- Robos-escritores criadores de conteúdo-inteligência algorítimica( search engines)
O tratamento dos conteúdos das universidades será de autoria das máquinas. O conteúdo, baseado em dados e informações analíticas, será transformado em escrita com linguagem natural por tecnologias que podem estruturar esse conteúdo pró-ativamente e disponibilizá-lo por meio de motores automatizados. Os conteúdos que atualmente são escritos por pessoas, tais como papers, relatórios de pesquisa, documentos jurídicos, relatórios de tendências, comunicados de imprensa e documentos técnicos serão os principais candidatos para essas ferramentas. Atlas Ti, Turnitin, Google Scholar, Google Analytcs etc.

[Nota do Editor: Movido para o topico Inteligencia Artificial no tema Tecnologias Facilitadoras no IP1]

2- Informação de Todas as Coisas
Tudo na malha digital produz, utiliza e transmite informação. Estas informações vão além do texto, áudio e vídeo para incluir a informação sensorial e contextual. Informações de Tudo (Information of Everything) resolvem este afluxo com estratégias e tecnologias para conectar dados e informações vindos das mais diversas fontes. Avanços nas ferramentas semânticas, bem como outras tecnologias emergentes de análise e classificação de dados vai trazer significado para uma grande quantidade, muitas vezes caótica, de informações. Em futuro próximo, as “coisas”irão precisar de ajuda. Muitos estarão conectadas e solicitando suporte. As empresas e universidades terão que desenvolver estratégias e mecanismos de resposta diferentes do que quando pesquisam, se comunicam e resolvem problemas para os humanos. Ex. Wall smart glass, smart labs
[Nota do Editor: Movido para o IP4]

3 - Aprendizagem profunda da máquina
A explosão de diversas fontes de dados e a complexidade das informações tornam a classificação e a análise da forma que são feitas hoje, inviável e não rentável. As redes neurais profundas (deep neural nets – DNN) automatizam a compreensão da informação, tornando possível contornar os desafios da “Informação de Tudo“. Os DNNs possibilitam que máquinas baseadas em hardware ou software aprendam por si próprias as caraterísticas do ambiente à sua volta, indo dos detalhes aos conteúdos mais abrangentes. Esta área evoluirá rapidamente e as universidades podem contribuir com sua criação e fundamentação teórica como suporte, em cada área de conhecimento de seus cursos.
[Nota do Editor: Movido para o topico Inteligencia Artificial no tema Tecnologias Facilitadoras no IP1]

4- Agentes e coisas autônomas
O aprendizado de máquinas abre as portas para um mundo de máquinas inteligentes. Incluindo robôs, assistentes pessoais virtuais e veículos, que agem de forma autônoma. Google Now, Siri e Cortana estão ganhando inteligência e são os precursores dos assistentes virtuais que serão criados para aprender por si mesmos e que se tornarão a única interface com que nós usuários teremos que interagir, em vez de usarmos botões e menus. As empresas de TI com suporte dos estudos em pesquisas das universidades devem explorar como podem aumentar a produtividade humana, libertando as pessoas das tarefas que estes agentes e coisas autônomas podem realizar.
[Nota do Editor: Movido para o topico Assistentes Virtuais no tema Tecnologias Facilitadoras no IP1]

5 - Assistentes digitais irão manter conversas com usuários das universidades
Os assistentes digitais irão reconhecer as pessoas de uma empresa ou instituição pelo rosto e pela voz em todos os canais de comunicação. A experiência multi-canal delas vai dar um grande salto com as conversas de duas vias entre elas e assistentes digitais, numa experiência que vai imitar as conversas humanas, tanto no ouvir como no falar, com senso de história, contexto, e capacidade de resposta.
[Nota do Editor: Movido para o topico Assistentes Virtuais no tema Tecnologias Facilitadoras no IP1]

6- A rede dos dispositivos
Esse termo refere-se à expansão de endpoints usados por pessoas para acessar aplicações e informações ou para interagir com outras pessoas, comunidades sociais, governos e negócios. Essa rede inclui dispositivos móveis, wearables, dispositivos eletrônicos de consumo e para residências, dispositivos automotivos e de meio-ambiente – como sensores na Internet das Coisas (IoT). No mundo pós-mobile, o foco muda para o usuário móvel que é cercado por uma malha de dispositivos que vão bem além dos dispositivos móveis tradicionais. A previsão é que, com o aumento das conexões e a evolução dessa malha, a interação cooperativa entre dispositivos também aumente.
[Nota do Editor: Movido para o topico Aprendizado Movel no tema Tecnologias de Internet no IP1]

7- Ambiente de experiência do usuário
Ambientes imersivos que entregam realidade aumentada e realidade virtual têm grande potencial, mas representam apenas um lado da experiência para o usuário. A rede de dispositivos cria as bases para uma nova experiência, que deverá ser contínua, fluída ao longo de um conjunto de dispositivos e de interação de canais que misturam ambientes físicos, virtuais e eletrônicos, à medida que o usuário se move de um lugar para o outro. Para as universidades desenhar estas experiências avançadas será um grande diferencial para desenvolvedoras de softwares e apps.
[Nota do Editor: Este tópico foi combinado com Priorizacao da Experiencia de Usuario no IP3.]

8 - Materiais impressos em 3D
De acordo com uma taxa de crescimento anual composta de 64,1% nas vendas de impressora 3D , será necessária uma reformulação dos processos de linha de montagem e de cadeia de suprimentos para explorar essa tecnologia. A impressão 3D terá uma expansão constante ao longo dos próximos 20 anos, seja nos materiais que podem ser impressos, melhora na velocidade com que os itens podem ser impressos e surgimento de novos modelos para imprimir e montar peças de compósitos.
[Nota do Editor: Movido para o topico Impressao 3D no tema Tecnologias de Visualizacao no IP2]

09 - Arquitetura de segurança adaptativa
Em futuro próximo, 20% dos edifícios inteligentes terão sofrido algum “vandalismo” digital. A complexidade do mundo digital e o surgimento da economia algorítmica, combinados com a indústria do cyber crime, aumentam significativamente as ameaças. Isso exigirá das universidades, pesquisas e projetos com estratégia sde segurança com medidas para prevenir, detectar e responder aos ataques. Aplicações de autoproteção, bem como analytics para o comportamento de usuários e entidades, irão ajudar a cumprir a arquitetura de segurança adaptativa.
[Nota do Editor: Movido para o topico Seguranca dos dados do aluno no IP4]

10 - Arquitetura avançada de sistema
A rede digital e as máquinas inteligentes exigem uma arquitetura de computação que as tornem viáveis para a universidade e sociedade como um todo. A solução são as chamadas arquiteturas neuromórficas ultra-eficientes. Estas são alimentadas por field-programmable gate arrays (FPGAs), possibilitando maior velocidade e eficiência energética. Sistemas construídos em FPGAs funcionarão como cérebros humanos permitindo que as capacidades avançadas de “aprendizado de máquina” se espalhem por todos os endpoints da Internet das Coisas, tais como casas, carros, relógios de pulso e até mesmo seres humanos.

11 - Rede de aplicações e arquitetura de serviço
Possibilitada por serviços de aplicativos definidos por software, essa nova abordagem permite desempenho em escala web, flexibilidade e agilidade. Universidades e Empresas de TI devem desenvolver novas arquiteturas modernas que entreguem na Cloud aplicações ágeis, flexíveis e dinâmicas.

12- Plataformas da Internet das Coisas (IoT)
A IoT complementa a rede de apps e a arquitetura de serviço. A gestão, segurança, integração e outras tecnologias são a base para construir, gerir e manter elementos na IoT. As universidades já estão trabalhando intensamente nestas plataformas para que estas arquiteturas e tecnologia tornem-se realidade. Qualquer setor que abrace a IoT necessitará desenvolver uma estratégia de plataforma adequada.

[Nota do Editor: Itens 10, 11, e 12 foram movidos para o topico Internet das Coisas no tema Tecnologias da Internet no IP1]

Adaptado de http://www.gartner.com/smarterwithgartner/top-ten-technology-trends-signal-the-digital-mesh/stela.piconez
[Nota do Editor: comentarios criado por stela.piconez - na area de comentarios - e transferida para essa area]

  1. Uma visão do mercado de soluções educacionais é a chamada API da experiência, também conhecida como TinCan API. Trata-se de uma nova especificação técnica para a área de aprendizado eletrônico que possibilita a coleta de dados sobre várias atividades que uma pessoa experiencia.

    A partir de uma API (Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicativos), podem-se reunir informações acessadas ou produzidas em diferentes interfaces, sistemas, equipamentos, inclusive móveis, entre os muitos objetos utilizados no processo de ensino-aprendizagem.

    Há um debate emergente sobre a Tin Can API como uma evolução que substituiria o padrão SCORM, velho conhecido de quem desenha soluções educacionais. Os interesses mercadológicos são grandes, e não há como desprezá-los. Nessa linha, recomendo um artigo interessante (em inglês), com o sugestivo título: "Should Instructional Designers care about Tin Can API?" [Os designers educacionais devem se importar com a API da Experiência?], de David Kelly e Kevin Thorn, na eLearn Magazine de março de 2013. No texto, os autores não deixam de apontar para o burburinho mercadológico em torno dessa solução, mas a despeito deles argumentam que os designers educacionais devem atentos a uma mudança paradigmática em direção à coleta de dados mais significativos sobre a experiência do usuário, a fim de "contar melhores histórias, aumentar a compreensão e tomar ações mais informadas".
  2. Felizmente temos uma dissertação de mestrado também recente (2012) intitulada Design de experiência educacional: Novas abordagens em objetos educacionais hipermidiáticos, de Vilson Martins Filho, apresentada ao Programa de Pós Graduação em Design e Expressão Gráfica da Universidade Federal de Santa Catarina. É um trabalho no âmbito do Hiperlab, um laboratório com histórico e ênfase no design de hipermídia.

    O pesquisador faz um comparativo entre as cinco fases do DE (análise, design, desenvolvimento, implementação e avaliação) e os cinco planos dos elementos da experiência do usuário (estratégia, escopo, estrutura, esqueleto e superfície), e a partir daí constrói uma série de relações entre o design da experiência do usuário e o DI. É interessante que esse trabalho considera a categorização de DI fixo, aberto e contextualizado e convoca a um aprofundamento das relações entre essas duas áreas de conhecimento e prática, o que, a meu ver, é um dos caminhos interessante para a inovação em DE, com especial atenção à pesquisa e à atuação interdisciplinar.